quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Estou de volta



Queridos e queridas, eu tirei umas merecidas férias! 
Acho que eu esqueci de avisar aqui que ia tirar um período longe das postagens do blog pra recarregar as energias. Peço desculpas mas eu sou um pouco esquecida mesmo ;D
Maaaaas, eu voltei! Com a corda toda!
E pra comemorar a minha volta vou falar sobre resoluções de ano novo!
Não sei vocês mas eu adoro começo de ano. Primeiro porque geralmente eu tenho mais disposição, eu descansei, tirei um tempo e estou mais animada. Segundo porque é uma segunda chance, um recomeço. Eu pelo menos vejo dessa forma. 
Eu sei que pra muitos é uma chance de colocar em dia pendências do ano passado, pra outros pode não ser tão positivo assim mas vou desafiar vocês a pensar nesse 2017 como uma nova chance, de fazer melhor!
Então no espírito do pensamento positivo queria falar com vocês sobre como criar resoluções de ano novo e de fato colocá-las em prática.
Vocês conhecem essa história, é um tal de pular ondinha, de dizer que quer perder peso, que quer começar o verão e ir pro carnaval magra, que quer uma promoção e... nada. Não sai do papel.
Aliás, as vezes não sai da própria cabeça da pessoa. Já viram isso acontecer não é?
É muito comum.
Ficamos no desejo e só. Como se bastasse.
O desejo é essencial pra começar, é ele que vai ligar o motor por assim se dizer mas o carro não anda sem gasolina não é? Precisamos de combustível e enquanto muitos dirão que isso é força de vontade e determinação eu diria que pode ser organização e planejamento também.

Então vou escrever aqui um passo a passo simples pra você elaborar as suas resoluções e colocá-las em prática. Vamos lá?


  • Saiba o que você quer
Parece fácil mas tem gente que se embola ai mesmo. Não sabem ou acham que sabem mas na verdade não fazem a menor idéia. A melhor maneira de descobrir é de fato se perguntando "o que eu quero pra mim esse ano"? e se dando permissão pra ouvir a resposta.

  • Organize seus pensamentos: escreva
Escrever é uma das melhores maneiras que eu conheço pra organizar o pensamento. Você pode fazer uma lista solta com o que vier na sua cabeça só pra começar e depois organizar ou ir pensando com cuidado enquanto anota uma meta por vez. O que ficar melhor. O importante é anotar pois depois você vai poder olhar pra essa lista e ver as suas metas.
É uma ferramenta muito importante que muita gente não valoriza.
Outra coisa que eu sugiro é ler em voz alta depois de escrever e ver o que vem pra você. Pode ser ler pra um amigo ou pra um parente também se quiser.

  • Seja específico
Muita gente peca na hora de escrever na falta de especificidade.
Como você vai traçar um plano pra chegar em um lugar se não sabe onde é?
Complicado isso.
Já pensou decidir viajar e fazer os preparativos sem saber pra onde você está indo?
Pense agora. Você decidiu viajar e no seu destino você preencheu Ásia.
Mas gente, a Ásia é bem grande não é? Como você vai organizar a viagem sem saber exatamente pra quais países você irá viajar?
Mesma coisa com as metas, fica difícil atingir um objetivo se ele é vago.

Exemplo: ao invés de escrever "quero perder peso", foque em quanto peso você quer perder, em quanto tempo e de que forma.
"Quero perder 5kg ao longo de 3 meses fazendo exercício e dieta" é muito mais específico e mais fácil de visualizar. Entendeu a diferença?

  • Descreva as atitudes necessárias pra atingir sua meta

Se você quer perder peso, 5kg ao longo de 3 meses, pode descrever como atitudes necessárias: procurar um clínico geral e fazer um chekup, marcar uma consulta com uma nutricionista, pedir a uma amiga pra se matricular na academia com você. Etc. etc.
São muitas possibilidades e só você vai saber o que cabe na sua vida.


  • Faça
Carregue sua lista com você, decrete um tempo pra tomar essas atitudes e coloque em prática!
Não pense demais!

E aí, o que acharam desse passo a passo?
Ficou faltando algo ou tem algum desses que vocês consideram mais difícil e gostariam que eu explicasse melhor?
Me conta ai nos comentários.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O mito da vida resolvida




Quando será que vou chegar em casa, sentar na poltrona e calmamente olhar com orgulho reflexiva sobre as minhas escolhas e sentir como se estivesse tudo resolvido?
Quando vou chegar lá? Na felicidade, no sucesso, na plenitude de ter a vida resolvida?
Se você já se fez essa pergunta ou já se recriminou por ter 24, 25, 26,28,30,40 anos e não ter chegado “lá”, esse texto é pra você.
Falando agora sobre mim, eu tinha essa ilusão que quando me formasse na faculdade minha vida estaria resolvida. Eu ia saber o que fazer, ia ter uma carreira, profissão delineada e um plano pra seguir. Mais uns anos, quando chegasse aos 30, essa idade mágica, eu ia com certeza ter realizado metade das coisas que imaginava, no mínimo. Casa própria, viagem, promoções. Eu visualizava a certeza e a segurança. Esse era o meu lá.
Pode ser que o seu “lá” signifique maternidade, casamento, carreira, carro, um relacionamento estável, viajar todo ano. Eu não sei bem, mas posso te dizer que a maioria de nós alimenta essa expectativa mágica e que geralmente está vinculada a idade. Pode ser que os 25 seja a sua idade mágica, pode ser os 30.
Enquanto mulheres, ainda nos é cobrado “tem que casar até uma certa idade senão vira titia”, “e os filhos?” e etc. De novo, essas cobranças estão vinculadas a idéia de que o valor da mulher está na juventude que por sua vez está ligada a capacidade de atrair um homem e de ter filhos. E vamos combinar que isso é a maior besteira do mundo. Não existe “idade” ideal pra ter sucesso, isso vai depender de muitas coisas, inclusive da sorte.
Bem, no meu caso, quanto ao meu lugar ideal de sucesso, te digo, que eu cai de cabeça. Os 30 não chegaram ainda mas estão chegando e estou longe do “ideal” que projetei. Eu estou por definição me sentindo perdida na vida. Pior que peru tonto.
Digo que ainda que escolher uma faculdade e terminar foi um suplício. Tudo que podia acontecer aconteceu e eu tive várias dificuldades, mas eu me foquei em estudar e me dediquei integralmente a isso. Eu ficava por conta do meu curso, basicamente. Me estressei muito, me irritei muito e perdi um pouco a minha disposição de conviver com seres humanos (o que é curioso já que eu sou psicóloga, mas acontece) mas consegui. Me formei.
E ai veio a grande pergunta: minha deusa, o que eu faço da vida agora?
O caminho pavimentado nem sempre interessa a todos foi o que eu percebi. As oportunidades e os caminhos que eu via que já foram percorridos não me interessaram muito então coube criar algo novo. Aliás, foi o que sobrou. Afinal, se eu não gosto das opções que vejo e não encontro alternativas, preciso criar uma. E criar algo novo está bem longe de ‘ter a vida resolvida’ por sinal.
Engraçado as expectativas que criamos sobre o sucesso. Sobre como a vida vai se desenrolar não é mesmo?
Eu estou aqui hoje pra dizer, essas expectativas são pura balela. Não leve muito a sério. Na verdade, pense como um guia. Ao invés de dizer pra si mesma que você precisa ter x ou y até tal idade ou tal momento da vida, diga “eu gostaria de estar nessa situação mas se não estiver tudo bem”.
A gente precisa entender que viver é ajustar as velas constantemente dependendo do vento que sopra.
E a vida é um grande oceano, as vezes é calmo, as vezes vem uma tsunami e nos engole.

E com isso quero dizer, tudo bem se você mudar de idéia quanto ao seu lugar ideal, tudo bem se falhar e tudo bem se você conseguir e perceber que não era tudo isso que imaginava. Faz parte. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Ser mãe não é pra mim, e agora?



Pra muitos, ser mulher = ser mãe. Geralmente nós crescemos ouvindo isso, como se a essência ou a realização do nosso papel feminino se resumisse ou se concentrasse em ser mãe. E quando digo mãe, não faço distinção de mãe biológica e adotiva, falo do papel de mãe.Para muitas isso é um sonho, um desejo ardente, para outras uma escolha, uma vontade embora talvez não tão ardente. Há quem ceda por pressão dos outros, marido, familiares e acaba se tornando muito feliz com essa escolha e há quem fique extremamente infeliz. Cada um sabe de si, mas o que eu vejo é ainda um assunto delicado, a tal da maternidade. Há muito que ser dito sobre o assunto, mas eu vou falar sobre outro tabu, a não-maternidade.
Muitas mulheres hoje em dia escolhem não ter filhos por diversos motivos, entre eles, por não quererem. E isso ainda é muito mal visto. Me lembro quando assisti brevemente um trecho de uma reportagem não lembro em que programa da globo falando justamente sobre as mulheres que escolheram não ser mães. Se eu me lembro bem o assunto era sobre laqueadura. O tom era extremamente condescendente como se houvesse algo de errado com as mulheres que tomaram essa decisão. A reportagem então assumiu claramente o viés paternalista de que mulher precisa ser mãe pra ser feliz e normal, mostrando diversas entrevistas com pessoas que se arrependeram de ter feito a cirurgia por vários motivos, inclusive terem se casado normalmente e o marido "queria filhos". 
No geral a mulher que não quer ser mãe e verbaliza essa decisão ou essa vontade ouve uma série de coisas. Ela encara muitos comentários como “ah, mas você é muito nova, vai mudar de idéia”, “ih, mas seu marido vai querer com certeza, e ai?” como se toda mulher além de mãe quisesse ser esposa ou fosse heterossexual. Quem já pensou no assunto ou entrou em uma discussão com alguém que tivesse esse pensamento vai entender o que estou dizendo. O discurso é sempre o mesmo “você precisa ser mãe”. Pra essas pessoas, é quase uma ofensa você pensar ao contrário.
Estou aqui pra decretar se preciso em papel timbrado que não é um problema não querer ser mãe. Maternidade não é fundamental na vida de ninguém, só se essa pessoa quiser assim.
Não ter filhos não te faz menos mulher, não te faz anormal, não te faz problemática. Você não precisa ceder a pressão dos outros, seja marido, seja família, seja quem for okay?
Se essa é a sua escolha, então te adianto que muita gente vai te questionar ou ainda te infantilizar, principalmente os médicos, o que é de doer. Mas você vai sobreviver.
Minha recomendação é se cercar de pessoas que respeitem se escolha ou compartilhem dela. Encontre um refúgio. 
No facebook existem grupos chamados 'child free' de pesssoas que decidiram não ter filhos. Enfim, ache um lugar onde você possa ser acolhida e possa falar sobre isso sem ser apedrejada.
É claro que é péssimo ser tratada como se seu corpo não fosse seu e suas decisões não valessem de nada mas no geral as pessoas que fazem esse tipo de cobrança não vão arcar com as consequências de uma gravidez ou vão ter bem menos que arcar do que a mãe. Mas nossa sociedade ainda funciona assim, tudo é culpa da mãe, da mulher. Por isso digo, ache um canto seu.
Quanto a maternidade, a vontade deve ser sua e a decisão também. Não caia nessa de fazer pros outros, porque quem vai sofrer boa parte das mudanças decorrentes da gravidez, sejam fisiológicas ou sociais vai ser você.
Se ainda não tem certeza, tire tempo. Se dê tempo pra pensar no assunto e caso perceba que realmente não é o que você quer pra sua vida, agora ou nunca, saiba que tudo bem. É direito seu não querer a maternidade. E que se lixe os outros. 
Se alguém te falar o contrário, sugiro fazer cara de alface ou de paisagem e cantar uma música na sua cabeça ;D
Okay?

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Passado não é destino



Algumas pessoas parecem se preocupar muito com o passado e pensam estar fadadas a repeti-lo.
Ouço muito isso em frases como “tive uma infância difícil e agora? Vou ficar traumatizada?”, como se fossemos incapazes de resignificar o passado ou mudar nossos comportamentos.
Somos capazes sim, embora nem sempre seja fácil se desprender.
Muitas vezes no entanto, usamos o passado pra justificar nossas condutas no presente, por mais que nos façam mal.
“Meus pais me abandonaram por isso sou assim”
“Sofri violência quando era criança”
“Sofri bullying na escola”
“Meus pais viviam brigando e me colocavam no meio”
Será mesmo que isso tem que definir o resto da sua vida?
Um grande e sonoro NÃO.
Sua vida não precisa ser uma sombra do passado. Claro que experiências como essas nos marcam, alguns de maneira mais profunda, outros talvez menos. Talvez você precisa de mais tempo pra digerir tudo que aconteceu. Pode ser que dependendo da situação, de quanto tempo ela se repetiu e pelo seu próprio tempo, você precise de ajuda pra se desvencilhar dessas correntes invisíveis que estão te prendendo ao seu passado pra ele não ditar seu futuro.
Não precisamos e nem estamos fadados a repetir os erros de nossos pais, de nossos familiares, desde que tenhamos consciência disso. Não precisamos repetir as escolhas dos outros.
Eu quero que você pare e pense agora em uma série de perguntas. Responda pra você.
Será que dá pra ser diferente? 
É a primeira pergunta que você tem que fazer.
Se você acredita que pode ser, então porque não é?
É a segunda pergunta.
Será que você quer que seja realmente?
Viver no passado tira a responsabilidade sobre o presente. Somos ecos, sempre vítimas do que nos aconteceu. Pra muita gente por mais sofrido que seja, é o que parece melhor.
Será que é o seu caso?
Se você percebeu que pode ser diferente e quer de fato mudar, eu diria que é importante lembrar que nem todo mundo consegue resolver tudo sozinho. Aliás, eu diria que em algum momento todos nós precisamos de ajuda em algum nível. E não tem nada de errado com isso. Não é vergonhoso não dar conta, o mundo que é muito exigente.
A grande questão então não é “se” e sim quando, de que forma pedir ajuda e a quem. É muito importante ter uma rede de apoio, seja de familiares ou amigos, pessoas com quem você possa contar e que te ajudem a segurar a barra. Pessoas que de fato te ajudem.
Só vale lembrar que todo mundo tem seus limites também e pode ser que a ajuda que você deseja não esteja no lugar onde está procurando. E nesse caso, o que fazer? Procurar em outros lugares.
Eu diria que pode ser que seja necessário procurar ajuda especializada, de preferência com um psicólogo né gente. Alguém realmente competente e com o entendimento necessário pra poder te auxiliar nas suas dificuldades.
Veja bem, não quer dizer que você não possa procurar auxílio na sua religião ou nos livros de auto ajuda, no tarot ou na aromaterapia. Mas só isso talvez não seja o suficiente. Como eu disse, talvez não seja o lugar mais adequado pra buscar o tipo de ajuda que você precisa de verdade.
O mais importante pra começar é se lembrar de que passado não é destino, não é porque sempre foi que sempre será.  Dessa forma você pode começar a caminhar em direção a novas escolhas.
Você não precisa ser seus pais, seus avós, seus tios.
Você não precisa tomar as mesmas decisões que eles ou seguir o mesmo rumo.
A menos que queira e que seja genuinamente por vontade própria e não por cobrança ou "medo de decepcionar".
A sua vida é de ninguém além de sua.
O significado de independência é esse: trilhar o seu próprio caminho. Por mais que ele seja esquisito pra alguns ou até pra você mesmo no começo.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Um ano sabático pra chamar de meu





Sempre me encantou a idéia de ano sabático ou talvez devesse se chamar período sabático, parece mais lógico. Há muito tempo eu penso nisso e digo pra mim “quando me formar vou fazer isso”. Nem sempre é possível é claro, mas tenho sentido uma certa urgência em tirar um tempo pra repensar a vida.
Geralmente quando lemos relatos sobre pessoas que resolveram tirar um ano sabático, parece algo que foi resolvido da noite pro dia, algo como um alarme que soa e elas pensam “meu deus, não dá mais pra seguir assim” e plim, a vida muda. Curioso isso não é?
Existem casos é claro, em que foi planejado e algo menos radical mas essas não costumam ser as histórias que nos encantam, pelo menos não a mim.
Quando penso nesse assunto logo lembro do filme “comer, rezar e amar”. Se não assistiu eu recomendo demais da conta e o livro também que é mais maravilhoso ainda.
O livro pra quem não sabe é um best seller, escrito por Elizabeth Gilbert que nos fala de um período muito turbulento em sua vida e as decisões que ela toma em busca de se reerguer. Claro que alguns floreios sempre acontecem, afinal, é uma história sendo contada, mas o interessante é que frente a uma enorme crise conjugal a protagonista se vê determinada a tirar um período sabático em busca de sentido ou paz de espírito no mínimo. O que ela quer é se encontrar. Ela decide chutar o balde e passar 1 ano viajando, primeiro na Itália, depois Índia e por último Bali.
Não vou dar spoiler pra não estragar, mas achei a história extremamente sensível. O filme então é bem emocionante.
melhor parte do filme é esse aqui ó!

A idéia de se desapegar de tudo e sair viajando pode parecer loucura pra muita gente, pra outros pode parecer muito atraente, mas pouco possível.
O que me faz voltar a idéia de um ano sabático. Será que precisa mesmo envolver grandes mudanças geográficas? E se eu não tiver grana pra isso?
Só pra ilustrar, li uma vez sobre uma advogada de grande corporação que se demitiu pois estava infeliz e resolveu fazer parte de um circo e agora estava super feliz, mas quem de nós pode tomar essa decisão? Certamente é mais difícil pra quem tem filhos ou não tem condições financeiras que permitam chutar o balde.
Eu diria que não precisa de tanto. Penso que um ano sabático não precisa envolver mudanças tão drásticas quanto ir pro Tibet passar um ano meditando com as ovelhas. Pode envolver é claro, dependendo da disposição de cada um. O mais importante na verdade e o que mais me encanta é a viagem para dentro. Essa podemos fazer em qualquer lugar e a qualquer hora. Claro que um ambiente calmo e longe da cidade e da loucura diária ajuda e muito.
Isso pode envolver passar um final de semana no campo, ir acampar, visitar algum parente que mora longe, ou só tirar o dia pra ficar sozinha com você mesma. Existem inúmeras possibilidades de colocar em prática um “período sabático”. Mas como eu disse, o fundamental é a sua postura de assumir um mergulho pra dentro de si.
Eu particularmente gosto muito da idéia de mergulhar dentro de mim e voltar outra pessoa. Essa pra mim é a definição máxima de um período sabático, o recolhimento. Como a lagarta que sai do casulo transformada em algo diferente. Só que no nosso caso é uma escolha e não a natureza que vai definir de que forma sairemos.
O que você mudaria em sua vida se pudesse sair em um período sabático?

Será que você não pode tirar um tempinho dentro da sua rotina pra um mergulho?
Tire um momento pra se visitar todo dia e ver como você está, depois me conta o que achou.

Quem quiser ler sobre isso, vou deixar uns links.

http://delas.ig.com.br/comportamento/ano-sabatico-so-para-quem-pode/n1237590700413.html
http://www.felizcomavida.com/sabatico

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Afinal, é melhor prevenir ou remediar?


Muita gente acha que o trabalho da Psicologia é apagar incêndio. Basicamente, lidar com emergências ou crises. Com essa crença, as pessoas que vão procurar um psicólogo geralmente o fazem depois que tentaram os búzios, tarot, aromaterapia, auto-ajuda, amigos, gurus, medicamento... e nada disso deu certo.
O que acaba acontecendo é que no passar desse tempo todo e das tentativas frustradas, a situação fica pior. Emocionalmente pior, fisicamente, existencialmente....
Você acha que é mais fácil lidar com um problema no começo ou depois que já virou uma bola de neve? Eu tenho quase certeza que você vai pensar que é mais fácil lidar no começo.
Então por que não fazemos isso com a nossa saúde emocional? A gente deixa pra ir no profissional habilitado por fim, como último recurso mesmo e espera que o psicólogo diga o que fazer, que traga uma solução mágica para todas as questões. Gente, não é assim que funciona. 
Se você fez um nó cheio de barbante, tem que ir com cuidando desenrolando pra não piorar né?
Primeiro de tudo, psicólogo não diz o que fazer.
Não dizemos que caminho você deve tomar, te ajudamos a desenvolver as ferramentas pra escolher o que é melhor pra você, tem uma grande diferença.
Por isso eu digo que se uma pessoa está buscando saída fácil ou resposta pronta, favor ir pra seção de auto ajuda da livraria e não pro psicólogo. Não é assim que trabalhamos (no geral, embora existam profissionais e profissionais).
Mas mais do que ‘apagar incêndio’, a Psicologia trabalha com prevenção, você sabia?
Dá pra prever os problemas da vida? Não, a menos que você seja vidente.
Mas dá pra ir melhor preparado e mais centrado pra lidar com o que vier, na maioria das vezes. Eu vou explicar usando uma analogia.
Imagine que você vai viajar de carro por uma estrada (ou se você não dirige, alguém próximo a você). Qual a primeira coisa que faz? Levar o carro na revisão ou no mecânico e checar as condições do veículo. Se algo precisar ser consertado você faz. Calibramos os pneus, enchemos os tanques para que o carro está nas condições adequadas ou o mais próximo possível disso pra que não tenhamos problemas na viagem.
A maioria das pessoas faz isso, é claro que existem aqueles que não o fazem. Essas pessoas acabam invariavelmente entrando ou causando um acidente na via. Sabe aqueles carros velhos quebrados no meio da estrada? Pois é.
Se nós tomamos todas as precauções na hora de viajar, sabendo que imprevistos podem acontecer mas que é muito mais fácil tomar as medidas antes e caso haja um problema, ele será bem mais fácil de lidar, por que não fazemos isso com a nossa saúde emocional?
Pense comigo. É mais fácil lidar com um problema quando você está feliz, saudável, descansada ou quando está deprimida?
É mais fácil pensar em soluções quando se está em um estado de humor estável ou quando a vida parece uma grande porcaria?
Acho que em ambas as perguntas, a primeira opção parece melhor não parece?
A Psicologia pode ajudar nesse sentido, de desenvolver as forças e habilidades necessárias pra se manter mais estável em uma curva fechada tensa ou ainda quando um problemão surgir.
A Psicologia trabalha também com prevenção e essa é a minha maior aposta.

E você, prefere prevenir ou remediar?

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Faxina para a auto estima



Muitas pessoas se questionam como podem melhorar a sua auto estima, isto é, como podem se sentir melhor com quem elas são. A maioria acaba caindo na cilada de achar que "melhorando" a aparência, o que geralmente envolve perder peso, alisar cabelo, comprar roupas, etc etc, elas vão resolver o problema.
Embora seja uma opção, não é a única como muitos acreditam além de que os efeitos dessas transformações geralmente não duram muito porque estamos constantemente insatisfeitas.
Então vou dar uma outra idéia.
Que tal fazer uma faxina?
Do tipo não metafórico mesmo, com rodinho e tudo.
Como eu disse, muitos caminhos levam a auto estima. Pra cada um, há um caminho mais ou menos adequado, ou seja, o que funciona pra Maria pode não funcionar pra você. Nem é todo mundo que vai se beneficiar das minhas sugestões e tudo bem, mas eu acho que vale tentar. O máximo que vai acontecer é o cômodo ficar super limpinho ;)
O ambiente em que vivemos tanto reflete quanto tem efeitos sobre a nossa auto imagem. Se o seu apartamento ou o seu quarto está cheio de coisas que não te servem mais, aquele monte de tranqueira que está encalhada no seu armário, na dispensa, no porão da casa, nos caixotes, isso tudo está ocupando espaço de coisas novas que virão. 
Se livrar de tudo que não serve tem um efeito libertador.
Quem já fez isso, sabe.
E o que que isso tem a ver com a auto estima?
Como eu disse, vocês sabiam que o ambiente em que vivemos fala muito a respeito de nós mesmos?

E também as coisas que guardamos.
Abrir espaço, nem que seja no armário, é uma maneira de abrir espaço dentro de nós. E também, invariavelmente nos coloca em contato com uma série de coisas que estamos guardando escondidas.
São recordações, sentimentos, pensamentos, esperanças.
Tudo isso vem a tona quando você abre aquela gaveta e acha um monte de foto do ex que nem se lembrava que estava guardando. E aí a parte mais difícil é quando você se pergunta: por que estou guardando isso? Hmmmm....
Fazer esse faxinão é muito difícil as vezes, principalmente pra quem tem dificuldade de se desapegar de coisas antigas como rancores mas é necessário.
Minha sugestão é: tire um dia pra isso, de preferência um final de semana dependendo de como estiver o nível da bagunça ou entulhamento. Chame alguém de confiança se quiser, que vai te ajudar a julgar e dar as broncas necessárias quando você jurar que aquela meia furada e rasgada de 15 anos atrás ainda é útil e tem necessidade de ser guardada de novo no fundo do armário.
E se prepare, pode ser que venha uma crise de choro ou raiva. Então tenha paciência, mexer no armário tem conotações pro nosso inconsciente também que pode te trazer de presente alguma memória que você esqueceu de propósito.
Mas o mais importante é ter a disposição pra liberar esse espaço, pra abrir mão do antigo pelo novo.
E você vai se sentir muito bem depois se resolver doar o que for possível pra quem precisa mais do que você. É um sentimento muito positivo de que suas coisas vão servir a alguém que está precisando.
Com isso não estou dizendo pra fugir dos seus sentimentos com a limpeza como muita gente faz. Na verdade estou te dando uma sugestão de ferramenta que pode ser muito útil quando sentir que sua vida está encalhada, "parada" ou que parece que você não consegue achar uma solução pra alguma situação.
Tente limpar espaço em um cômodo que seja importante pra você. Eu sugiro o quarto porque geralmente dentro de uma casa é onde mais nos sentimos representados, mas pode ser qualquer outro que tenha sentimentos associados.
Tente e depois me conta ;D

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