sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Faça o mais rápido possível o maior número de coisas... Ou você não está aproveitando a vida.



Finais de ano e começos de ano e também aniversários me deixam introspectiva...
Sendo assim , andei observando algumas coisas e me fazendo algumas perguntas.
Primeiro, eu sou lerda.
 Mas... lerda? É, lerda. Eu sou devagar. Apesar de ser aquela pessoa ligada no 220v, eu sou devagar. Parece contraditório mas não é.

Eu gosto de me manter ocupada e fazer váriiiiias coisas ao mesmo tempo, mas ao mesmo tempo, eu faço tudo devagar. O meu tempo é devagar.
Mas devagar pra quem? Ahá. Boa pergunta!
Devagar comparado ao ritmo que dizem que deveria ser.
Nos tempos atuais, somos tragados por uma onda generalizada de pressa que nos prende e nem percebemos.
A regra é... sejamos produtivos. É uma daquelas regras não ditas da nossa sociedade mas que já internalizamos tanto que chega a dar agonia ficar doente de cama...
Pensamos  “meu deus, estou há uma semana sem fazer nada”. “Sou uma inútil”, “não fiz nada esse final de semana, não sai com os amigos, só fiquei em casa...”
Bem, vamos combinar,  nada disso faz sentido. Se você está doente, logicamente tem que repousar, mas mesmo sabendo disso, um sentimento muito familiar brota do além... a culpa.
Culpa pelo ócio. Afinal, quem fica a toa durante uma semana hoje em dia? É vagabundo, vive as custas dos outros... etc etc etc.
A regra é clara. Só podemos ser felizes se realizarmos muito. Ou seja, corra pra ganhar dos outros. Tire mais fotos, beba mais, ria mais, ame mais, troque mais de carro, compre mais.... viaje mais, consuma mais.... inclusive remédios.
Precisamos viajar mais que nossos amigos (se é que podemos chamar aquele povo de facebook que adicionamos e sentimos a necessidade de impressionar de amigos- eu chamo de a platéia silenciosa que fica espreitando e nos stalkeando por ai.... ). O ponto é, preciso ser mais. E pra ser mais, precisamos fazer mais. Sair mais, nos divertir mais, ganhar mais, comprar mais... e expor isso tudo nas mídias sociais para todo ver, inclusive nós mesmos, como estamos vivendo bem. Não tem foto pra mostrar? Iiiih, que tédio a sua vida. Não fez nada de extraordinário tipo mergulhar e explorar um vulcão desativado submarino acompanhado de tubarões? Ihhhh, que tédio sua vida.
Só que a realidade é outra.
Todas essas “regras” são uma grande baboseira, uma grande mentira.
A vida não é pra ser vivida nessa correria toda, muito menos com essa neura toda de “viver bem”. Se você está preocupada com “viver bem” a ponto de se sentir mal se não tiver uma fotinho pra postar no facebook “curtindo a balada com os amigos” (olha a neurose aí minha gente), você muito provavelmente já não está vivendo bem.
Viver bem quer dizer viver de acordo com o seu propósito, com a sua verdade e com o que te faz bem.
Essas regrinhas impostas do que deve ser uma boa vida e como deve ser vivida podem até combinar com algumas pessoas, mas talvez não combine com você.
E se você não gostar de ir pra balada, ou comprar coisas caras, ou de viajar?
E dai?
Quem sabe você é o tipo de pessoa que prefere ficar de pijama em casa assistindo netflix (claramente, eu). Minha grande noção de realização é escrever um texto legal com uma mensagem pertinente e colocar na minha página. Ou desbloquear uma nova conquista no meu jogo favorito. Ou comprar um jogo novo que parece super divertido e ter tempo pra poder jogar o quanto eu quiser.
Não tem nada de errado em ser assim. Mas as vezes, principalmente no final do ano (e eu culpo esse advento desse facebook dos infernos sim!), a gente se sente mal. Porque parece que o outro é sempre mais. Mais alegre, vive mais, curte mais que a gente...mais bonito, mais tudo. Essa comparação faz mal.
Somos tragados pra essa eterna competição mesmo sem sabermos disso, o que traz uma grande infelicidade.

Então eu pergunto, qual é a sua verdade? O que te faz bem?
E o que é viver bem pra você?
Descobriu?
Ainda não?
Tudo bem, você vai conseguir.
 E quando souber,  vá fazer isso!

2 comentários:

  1. Adorei seu texto, mostrou claramente o que eu sentia no meu coração quando há uns dois anos eu tinha facebook. Esse diabo de rede social fazia eu me sentir mal, pois os meus "amigos" só colocavam a parte boa de suas vidas o tempo inteiro, check-in aqui e ali, fotos disto e daquilo outro que eu não estava nem aí mas que de alguma forma me fazia sentir que eu estava perdendo o tempo da minha vida fazendo coisas pequenas enquanto outros faziam coisas grandes, aliás, que na época eu achava que eram grandes. Depois de deletar o face por conta desse sentimento ruim passei a enxergar a vida muito melhor e a viver pelas minhas vontades, e não para me comparar aos outros. Ah, e parabéns pelo blog, cheguei aqui hoje mas estou tirando muito proveito dos textos. :)

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    Respostas
    1. Olá érica! primeiro de tudo, muito obrigada pelo seu comentário \o/
      segundo de tudo... (=P) saiba que não está sozinha. eu uso o facebook pra trabalho e eu também tenho essa impressão de vez em quando. Parece que pra você te fez bem sair não é? que bom. isso que importa =D
      estou muito feliz que está gostando dos textos o/
      um abraço!

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