quinta-feira, 7 de julho de 2016

A "síndrome" de refém




AVISOS: Este POST contém algum grau de ironia e figuras de linguagem.
A síndrome do refém é um termo que eu estou utilizando para denominar um comportamento muito comum, muito difundido e nocivo que algumas pessoas tem. Eu inventei esse termo e ele NÃO é uma doença catalogada de verdade gente, pelo amor de dadá ein.
EU NÃO estou falando de forma alguma da Síndrome de Estocolmo que acomete vítimas de sequestro, OKAY? É uma situação TOTALMENTE diferente.
Recados dados!
 Então vamos lá =D


Antigamente existia a  “síndrome” de vítima. Você já deve ter conhecido alguém assim ou talvez em algum momento foi assim.
Sabe aquelas pessoas que vivem reclamando que não conseguem ter sucesso por causa dos outros?
É a crise, a vizinha mau humorada, o chefe insuportável, o lixeiro, a manicure que é ruim, o salão que é longe... o problema é sempre o outro. É comum que as PSV (pessoas com síndrome de vítima) digam frases como: eu trabalho muito e nunca sou reconhecido, isso é perseguição, meus colegas de trabalho me sabotam, eu não perco peso por causa da minha genética... etc etc.
Embora todos esses sejam COM CERTEZA possíveis de acontecer e motivos genuínos pra frustração não é disso que estou falando. A sua genética pode sim estar te atrapalhando a emagrecer (entre muitos outros fatores), os seus colegas podem estar te sabotando e você pode sim não estar sendo reconhecido mesmo trabalhando muito, okay?
No caso da PSV, ela acredita fielmente que o mundo está contra ela, em tudo, o tempo inteiro. Ela é de fato uma vítima do mundo, de Deus, do Universo.
Ela foi escolhida pra sofrer e tudo que ela faz dá errado, por causa dos outros.
Reclamações constantes e pouco específicas são outro indicativo da SPV.
Entendem a diferença entre uma reclamação pontual e o que eu descrevi?
Claro que eu estou exagerando um pouco aqui e a SPV pode se manifestar de maneiras mais brandas. (SPV= síndrome de pessoa-vítima)
Mas por que eu estou falando disso?
A síndrome mutou no melhor estilo X-MEN e agora o que eu vejo é a nova versão melhorada, a  síndrome do refém!

E o que seria a síndrome do refém? Ela é similar a SPV, a diferença é que agora o mundo te sequestrou e te trancou em um quarto escuro e você não pode fazer nada pra mudar a situação horrível em que se encontra. Alguém com SR vai terceirizar a vida dela constantemente, dando o poder de tomar decisões ao outro. E quando algo não sair como ela planejava e é óbvio que isso vai acontecer, afinal quem está tomando as decisões é uma outra pessoa que não sabe ler mentes e nunca vai poder adivinhar o que é melhor pro outro nem se ela tentar com muita força, a PR (pessoa-refém) vai dizer “sabia que ia dar errado. Nada dá certo na minha vida”.
A terceirização da responsabilidade é algo muito perigoso. Ela seduz a primeira vista pois parece que nos livra do peso de decidir, mas na verdade o que ela faz é colocar todo o poder em algo que você não pode controlar- o outro.
Eu sempre digo que o controle é uma ilusão. Temos muito pouco sobre nós mesmos e menos ainda sobre o mundo.
Eu posso fazer “tudo certo” e ser extremamente cuidadosa e ainda morrer atropelada amanhã por conta de um motorista bêbado. O que eu posso fazer a esse respeito? Nada.
Aliás, o que eu posso fazer que é ser cuidadosa e respeitar o Código de Trânsito eu faço. Essa é a minha responsabilidade. Agora, se alguém vai resolver se embriagar as 2 da tarde, dirigir feito um irresponsável e matar alguém, eu não posso fazer absolutamente nada.

O que eu quero dizer é... temos pouquissimo controle já. Então por que diabos você vai querer ceder o pouco que tem? Entregar pra outra pessoa? Você acha mesmo que alguém pode tomar as melhores decisões por você o tempo todo?
O que é melhor afinal das contas? O melhor pra mim pode não ser o melhor pra você, a sua idéia de melhor pode não ter nada a ver com a minha.
Então vamos agarrar as rédeas da nossa vida e tomar decisões?

Parece difícil assumir as nossas falhas... mas o resultado é retomar o controle da sua vida. Garanto que vale a pena! Experimente!

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