quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Um ano sabático pra chamar de meu





Sempre me encantou a idéia de ano sabático ou talvez devesse se chamar período sabático, parece mais lógico. Há muito tempo eu penso nisso e digo pra mim “quando me formar vou fazer isso”. Nem sempre é possível é claro, mas tenho sentido uma certa urgência em tirar um tempo pra repensar a vida.
Geralmente quando lemos relatos sobre pessoas que resolveram tirar um ano sabático, parece algo que foi resolvido da noite pro dia, algo como um alarme que soa e elas pensam “meu deus, não dá mais pra seguir assim” e plim, a vida muda. Curioso isso não é?
Existem casos é claro, em que foi planejado e algo menos radical mas essas não costumam ser as histórias que nos encantam, pelo menos não a mim.
Quando penso nesse assunto logo lembro do filme “comer, rezar e amar”. Se não assistiu eu recomendo demais da conta e o livro também que é mais maravilhoso ainda.
O livro pra quem não sabe é um best seller, escrito por Elizabeth Gilbert que nos fala de um período muito turbulento em sua vida e as decisões que ela toma em busca de se reerguer. Claro que alguns floreios sempre acontecem, afinal, é uma história sendo contada, mas o interessante é que frente a uma enorme crise conjugal a protagonista se vê determinada a tirar um período sabático em busca de sentido ou paz de espírito no mínimo. O que ela quer é se encontrar. Ela decide chutar o balde e passar 1 ano viajando, primeiro na Itália, depois Índia e por último Bali.
Não vou dar spoiler pra não estragar, mas achei a história extremamente sensível. O filme então é bem emocionante.
melhor parte do filme é esse aqui ó!

A idéia de se desapegar de tudo e sair viajando pode parecer loucura pra muita gente, pra outros pode parecer muito atraente, mas pouco possível.
O que me faz voltar a idéia de um ano sabático. Será que precisa mesmo envolver grandes mudanças geográficas? E se eu não tiver grana pra isso?
Só pra ilustrar, li uma vez sobre uma advogada de grande corporação que se demitiu pois estava infeliz e resolveu fazer parte de um circo e agora estava super feliz, mas quem de nós pode tomar essa decisão? Certamente é mais difícil pra quem tem filhos ou não tem condições financeiras que permitam chutar o balde.
Eu diria que não precisa de tanto. Penso que um ano sabático não precisa envolver mudanças tão drásticas quanto ir pro Tibet passar um ano meditando com as ovelhas. Pode envolver é claro, dependendo da disposição de cada um. O mais importante na verdade e o que mais me encanta é a viagem para dentro. Essa podemos fazer em qualquer lugar e a qualquer hora. Claro que um ambiente calmo e longe da cidade e da loucura diária ajuda e muito.
Isso pode envolver passar um final de semana no campo, ir acampar, visitar algum parente que mora longe, ou só tirar o dia pra ficar sozinha com você mesma. Existem inúmeras possibilidades de colocar em prática um “período sabático”. Mas como eu disse, o fundamental é a sua postura de assumir um mergulho pra dentro de si.
Eu particularmente gosto muito da idéia de mergulhar dentro de mim e voltar outra pessoa. Essa pra mim é a definição máxima de um período sabático, o recolhimento. Como a lagarta que sai do casulo transformada em algo diferente. Só que no nosso caso é uma escolha e não a natureza que vai definir de que forma sairemos.
O que você mudaria em sua vida se pudesse sair em um período sabático?

Será que você não pode tirar um tempinho dentro da sua rotina pra um mergulho?
Tire um momento pra se visitar todo dia e ver como você está, depois me conta o que achou.

Quem quiser ler sobre isso, vou deixar uns links.

http://delas.ig.com.br/comportamento/ano-sabatico-so-para-quem-pode/n1237590700413.html
http://www.felizcomavida.com/sabatico

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